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Utilizando o BIM para a restauração e manutenção de patrimônios históricos.

Leticia Almeida • 31 mai 2022 • Autodesk BIM

Utilizando o BIM para a restauração e manutenção de patrimônios históricos.

No âmbito da arquitetura e do urbanismo, temos os chamados "patrimônios históricos", que são as construções representativas que, por seus estilos, técnicas construtivas, época em que foram construídos e etc., são chamados por este nome. Além disso, essas construções contam histórias dos povos que já passaram pelo mundo e toda a relação que tiveram com o meio ambiente, ou seja, é o legado que a geração atual herdou do passado e que tem como dever mantê-las preservadas para as gerações futuras, existindo até mesmo leis de proteção que impedem qualquer tipo de alteração delas.

Tendo ciência do que é um patrimônio histórico e qual a real importância de preservá-los, trazemos à tona este questionamento: Como realizar a manutenção de um edifício tão antigo e que não temos tantas informações?

Para isso, temos um aliado fantástico que nos auxilia durante todo o processo de revitalização e conservação do patrimônio: o BIM.

Seguindo essa linha, temos o termo "as built", que consiste na retirada das dimensões dos ambientes e dos elementos que foram previstos no projeto e, logo após, são feitas as atualizações para o modelo BIM. Em seguida, são gerados desenhos que representam a situação atual dos elementos arquitetônicos, estruturais, hidráulicos e elétricos, entre outros. Dessa forma, é criado um registro de todas as alterações ocorridas durante a obra, facilitando a manutenção de futuras intervenções e com a união da tecnologia BIM e do laser scanning (captura digital da forma dos objetos físicos usando uma linha de luz laser), é possível recuperar a forma de edifícios existentes com um elevado grau de precisão.

Além disso, há outro processo muito utilizado em patrimônios históricos: o Retrofit, que consiste na restauração e na adequação de um edifício histórico com novas tecnologias. No Retrofit o registro e a compilação de dados sobre o edifício é essencial para sua boa restauração e entendimento das possíveis intervenções, ou seja, dentro desse levantamento é necessário uma análise da proposta para constatar se ela é  viável ou não, dentro dessa lógica o modelo BIM ajuda muito pela sua capacidade de processar e exibir em diversas vistas todas as informações coletadas, além de possibilitar todas as soluções estruturais propostas ao edifício, facilitando a documentação e também a quantificação.

Para esses processos serem de fato efetivados, podemos fazer uso do software ReCap Pro da Autodesk. Através dele, é possível realizar captura de realidade, que ajuda os usuários a entender e a verificar de forma melhor as condições já existentes e as built. Além de criar modelos 3D a partir de fotografias importadas e digitalizações a laser, entregando uma nuvem de pontos ou malha em suporte aos processos BIM, ou seja, há grande otimização de tempo e de informações ao utilizar esta tecnologia.

Portanto, podemos concluir que, com o BIM, também é possível criar uma inteligência de dados onde arquitetos e restauradores de edifícios podem coletar informações como, por exemplo: a durabilidade de um revestimento. Dessa forma, há um maior controle e planejamento sobre o patrimônio. Isso mostra que o modelo BIM é aplicável em todas as etapas do projeto, desde as mais simples, como o levantamento dos dados iniciais, até as mais complexas, como o gerenciamento dos dados sobre as futuras manutenções e  representações gráficas de todas as informações feitas por meio destes levantamentos.

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Leticia Almeida

Leticia Almeida

Graduanda em Arquitetura e Urbanismo pela UNIP. Atualmente atuando como estagiária de arquitetura com foco em BIM.

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